Obama venceu as eleições americanas. Fiquei feliz pelo
que representa esta vitória, por estar em cima da mesa um projeto político mais
próximo daquilo em que acredito. Embora num contexto de grave situação
económica, estou convencido que este segundo mandato vai permitir consolidar a
estratégia que vinha sendo aplicada por Obama, com resultados positivos quer ao
nível interno, quer ao nível externo. O mundo precisa que os EUA tenham um
Presidente como o que acaba de ser reeleito, que prime pelo bom senso. E esta,
infelizmente, é uma caraterística que nem todos os políticos possuem. E
Portugal tem bons exemplos disso mesmo!
Alfredo Henriques,
Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, ainda esta semana,
disse o seguinte: “O presidente da Câmara de S. João da Madeira pode acordar
numa manhã e decidir pôr tapete no Concelho e faz isso com o rendimento
municipal de meio ano. A Feira precisaria de três ou quatro anos de orçamento.
É só esta a grande diferença”. Esta frase, espontânea certamente, apesar de
algo exagerada, não poderia ser mais oportuna. Inequivocamente, a história já
demonstrou que a administração de um território com a dimensão do nosso vizinho
não permite olhar a todos do mesmo modo e com o mesmo grau de eficácia. E foi
precisamente por isso que a população de Milheirós de Poiares pretendeu dar um
novo rumo ao seu futuro, decidindo lutar pela sua integração no nosso concelho.
Ora, já há algum tempo que não ouvimos notícias públicas dos nossos amigos
Milheirós de Poiares. Desde a data do referendo recente que culminou com a vitória
expressiva do SIM à integração daquela freguesia em S. João da Madeira, que
parece estar calmo o movimento e a determinação dos milheiroenses em concretizar
a sua ambição legítima. O que se passar daqui para a frente, como, aliás, foi
desde o início, deve ser feito pela população de Milheirós e espero que não
desistam daquilo que estava em jogo! Há mais passos para dar, o embate ainda
não chegou ao fim. Por mim, farei aquilo que sempre fiz em todo este processo.
Farei o que puder e o que estiver ao meu alcance para que se concretize esse
sonho antigo da população de Milheirós. O assunto ainda mexe no meu interior.
Curiosamente, a frase de Alfredo Henriques vem comprovar que, afinal, mesmo os
mais resistentes, no seu íntimo mais profundo, concordarão que o cenário faz
todo o sentido.
Entre Janeiro e Setembro deste ano foram feitos apenas 67 mil testes do
pezinho, menos 6500 que em igual período de 2011. Isto quer dizer que, a
confirmar-se esta tendência, 2012 ficará para a história como o ano em Portugal
com menos bebés de que há registo. Portugal foi o país da União Europeia (UE)
onde a taxa bruta de natalidade mais diminuiu desde 1999. Além disso, segundo o
Eurostat, em 2009, Portugal era já o segundo país da UE com a menor taxa bruta
de natalidade, a seguir à Alemanha. Este problema está identificado há muitos
anos e todos falam dele. Há Câmaras Municipais que tomam iniciativas de
estímulo à natalidade e há outras que ignoram o fenómeno, como a nossa. Ainda
há dias dava conta neste mesmo espaço que o Observatório das Autarquias
Familiarmente Responsáveis havia revelado os trinta e cinco municípios
portugueses distinguidos com o título "Autarquia +Familiarmente Responsável
2012", lista em que não constava a autarquia sanjoanense. E este é também
um problema nosso! E sendo um problema, terá que ser atacado, terá de ter
respostas que o tentem minimizar. As dificuldades atuais das famílias
desincentivam a procura de filhos, é certo! Mas também é certo que devemos
fazer algo para contrariar essa tendência. Ficar parados é que não podemos!
Daqui a 20 anos os danos poderão ser irreversíveis.
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